quarta-feira, 28 de julho de 2010

Curso especial - Oficina de desenho e expressão gráfica para provas de aptidão (Vestibulares)

A criança que tem algum talento artístico geralmente levará esse interesse para sua futura profissão. É comum encontrar arquitetos, designers, publicitários ou professores de arte que desenhavam bem quando criança. Os pais gostam de ter um filho talentoso e até incentivam - enquanto criança - mas na adolescência o mais comum é trocar as aulas de artes por atividades que preparem para o “mercado de trabalho”. Sai aula de pintura, entra de inglês ou computador. E assim abandonam suas aptidões. Mais tarde, se a escolha profissional for para áreas que exijam aquele talento que ficou para traz, percebem que estão despreparadas para enfrentar as provas. Só o talento não basta.


Essas provas procuram avaliar os conhecimentos básicos do pretendente à vaga, uma vez que as universidades não oferecem cursos para quem “parte do zero”. Foi pensando nessa situação que o Garatuja criou as oficinas preparatórias para as provas de aptidão. No desenho será trabalhada a visualização das linhas, volumes e sombras no plano bidimensional. A expressão gráfica e a capacidade criativa, tão importantes nessas provas, serão incentivadas através de exercícios específicos. A História da Arte abordada com indicações de livros, filmes e mostras, assim como a preparação de montagem de seu portfólio. Essa oficina, voltada para maiores de 15 anos, tem somente cinco vagas e acontece no próprio Garatuja. Todo material necessário está incluído na mensalidade.

Inicio do Curso 02 de agosto 2010 às 14h.
Toda 2as das 14 às 16h
Curso Semestral Total com 20 aulas de 2 horas (40 horas)
    1o Módulo 2, 9, 16, 23 e 30 de agosto.
    2o Módulo 6, 13, 20 e 27 de setembro.
    3o Módulo 4, 11, 18 e 25 de outubro.
    4o Módulo 1, 8, 22 e 29 de novembro.
    5o Módulo 6, 13 e 20 de dezembro. 
Formas de Pagamento:
A Vista com desconto até 31 de julho, por depósito bancário: R$ 780,00
Em cinco vezes com cheques pré-datados de R$ 160,00 (800,00)
3 Vezes com cheque pré-datado -  30,60 e 90 dias – R$ 900,00 (3X300,00)
6 Vezes com cheque pré-datado – R$ 960,00 (6X160,00)
Matrícula semestral e material incluído

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Curso especial - Balé: a dança na ponta do pé.

Estão abertas as inscrições para aulas de balé intermediário, em pontas. Por ser um curso específico e que necessita atenção individualizada para cada participante, serão disponibilizadas apenas seis vagas. Trata-se de um curso de técnica de balé com sapatilhas de ponta. A orientação é cuidadosa, onde a anatomia de cada participante é observada detalhadamente antes da execução dos movimentos e deslocamento nas pontas dos pés. As correções, para uma linha adequada dos pés e de toda a perna, em conjunto com o tronco, são minuciosamente seguidas. Antes de dançar é preciso preparar o eixo do corpo e se familiarizar com as sapatilhas nos pés. A iniciação em pontas pode ser feita após os 12 anos dependendo do desenvolvimento e consciência corporal do participante. No primeiro e segundo módulos do curso serão desenvolvidos exercícios preparatórios para alinhamento do eixo dos pés e pernas em chão e em barra. A partir do terceiro módulo será feito um estudo de cada passo de centro com observaçao do eixo das pernas e pés em relação ao tronco, elevação e sustentação na técnica em sapatilhas de ponta. Ao final do curso será apresentada uma montagem coreográfica e o figurino está incluido na proposta do curso. A orientação é da educadora em dança Elsie da Costa, cuja base deste trabalho desenvolveu com Liliane Benevento, Jane Blauth e estudos com Klauss Viana, da técnica, própria deste, desenvolvida para bailarinos clássicos.
 

Chegar a um grupo para fazer os movimentos nas pontas dos pés requer competência e entendimento do processo pelo qual cada participante está passando na aprendizagem. Dadas as características deste curso, serão disponibilizadas apenas 6 vagas. Dependendo do desenvolvimento do curso poderão ser abertas novas vagas e dividir-se em duas turmas. O curso se inicia dia 4 de agosto, às 19 horas, e se estenderá até 17 de dezembro. As aulas serão todas as quartas e sextas-feiras, das 19 às 20:30 horas, tres horas semanais, totalizando sessenta horas em quarenta aulas de noventa minutos.
Curso Total com 40 aulas de 90 minutos ( 60 horas )
    1o Módulo - dias 4, 6, 11, 13, 18, 20, 18, 27 de agosto
    2o Módulo - dias 1, 3, 8, 10, 15 , 17, 22, 24, 29 de setembro
    3o Módulo - dias 1, 6, 8, 13, 15, 20, 22, 27,29 de outubro
    4o Módulo - dias 3, 5, 10, 12, 17, 19, 24, 26 de novembro
    5o Módulo - dias 1, 3, 8, 10, 15, 17 de dezembro
Formas de Pagamento:
A Vista com desconto até 31 de julho, por depósito bancário – R$ 800,00
3 Vezes com cheque pré-datado - 30, 60 e 90 dias – R$ 840,00 ( 3X R$280,00 )
6 Vezes com cheque pré-datado - R$ 900,00 ( 6XR$150 ).
Matrícula semestral e um figurino incluído.
Inscrições abertas no Garatuja.
Rua Esmeraldo Tarquínio, 346 D, Jardim Tapajos - Atibaia SP.
Informações pelo telefone (11) 4412-9964.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Liberdade é um barquinho de papel.

O texto A Viagem de um Barquinho, de Sylvia Ortoff é de 1975. Porque, nos dias atuais, encenar essa peça da forma como foi escrita, sem alterar uma vírgula? Textos contemporâneos de dramaturgia infanto-juvenil com qualidade não faltam. A resposta pode estar dentro de nós. Ética, companheirismo, questionamentos e respeito ao próximo são valores que parecem estar distantes de nosso dia a dia...tempos de culto a individualidade e a esperteza. A peça fala de uma infância que não existe mais, que vive somente na cabeça dos mais velhos. Um simples papel vira um barquinho, que vira um amigo, que ganha autonomia, que vira a Vida. Nossa Vida. Objetos e bugigangas antigas que entram e sai de cena, como vitrola, radio-cassete, ceroulas e patinete remetem ao passado, mas para as crianças são novidades, assim como é novidade Lavadeiras, Sapos, Pirilampos... quintais e varais. Bons tempos em que o questionamento era sobre o herói briguento das histórias em quadrinhos, ou a felicidade eterna presente nos finais dos contos de fada. Como seria o mundo se cada um de nós fosse o menino da peça, que em determinada hora, depois de muito procurar seu barquinho de papel pergunta: “Barquinho, será que você quer mesmo voltar conosco? De repente, comecei a pensar que estamos tirando a sua liberdade de ir e de voltar, de viajar por águas de oceano, de brincar com ondas lindas, todas estas coisas que você veio conhecer...” Como seria o mundo se todos tivessem uma amiga lavadeira, a nos ensinar que tudo na vida é transitório? Por traz de cada frase, de cada brincadeira aparentemente despreocupada do texto está o rico universo simbólico da autora Sylvia Ortoff: O rio é um destino e a liberdade um caminho. Na peça o menino encontra um Sapo, que um dia foi Rei, mas que agora está feliz da vida por poder andar de “bum bum ao vento”. Cruza com um Sol bem resolvido, que se recusa a ser dedo duro contando tudo o que vê lá de cima, cruza com cavalos coloridos, princesas, pirilampos e o personagem do Sonho que questiona: “Como alguém pode ser dono da liberdade do outro? Como é que você pode dizer que ama o seu barquinho e querer que ele seja só seu? Ele é das ondas...talvez...mas as ondas vão e vem.”. Conheci esse texto através da Élsie, há muito tempo atrás. De vez em quando surgia a idéia de encená-la, mas a oportunidade só apareceu agora. No fundo, intuitivamente, sabíamos o porquê dessa empatia, só revelada agora. Ele expressa um pouco o que procuramos com o Garatuja: que jovens e crianças tenham autonomia e respeito a diferença do outro. Esperamos encontrar um dia cada pessoa que por aqui passou e dizer: “Puxa, você cresceu!” e poder ouvir: “ Foi a liberdade do mar...muito sol...muito vento”. O texto, como todo bom texto infantil, tem múltiplas leituras. Não toca somente as crianças, toca principalmente os adultos, ou a criança que deveria morar em todo adulto. Sem essa criança somos incompletos, mutilados. É ela que nos mostra a transitoriedade da vida, que preenche a ausência de um ente querido, que nos consola da dor da perda, da separação, ensina que sempre é tempo de aprender e que nada é para sempre. “Neste mundo de astronautas, de foguetes pelo céu, sempre pode haver viagens de barquinho de papel!”.

Texto de Márcio Zago para o programa da peça. Acima um fotograma da animação A Viagem de um Barquinho, feita em Super-8, e que faz parte da peça.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Garatuja na TV Brasil

Em 2008 uma equipe da TV Brasil percorreu dez estados, durante cinco meses, registrando alguns trabalhos representativos da diversidade cultural brasileira. O Garatuja foi um dos vinte e seis espaços escolhidos para constar na segunda temporada do Programa Cultura Ponto a Ponto, produzido pela TV Brasil e patrocínado pelo Ministério da Cultura.




O Programa foi realizado durante as festividades comemorativas dos vinte e cinco anos de atividades interruptas do Garatuja e sua inauguração como Ponto de Cultura. O evento contou com a presença do então Secretário de Programas e Projetos Culturais do Ministério da Cultura Célio Turino, idealizador do projeto Ponto de Cultura.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Teatro Infantil A Viagem de um Barquinho de Silvia Ortoff

O Ponto de Cultura Instituto de Arte e Cultura Garatuja estreiou neste domingo, dia 20/06  a peça infantil A Viagem de Um Barquinho. O enredo conta a historia de um menino que esta a procura de seu barquinho de papel. No percurso ele encontra uma lavadeira aventureira e partem em diraçào ao mar pelo caminho do rio. Vários personagens aparecem, um sapo, um pirilampo, um sol, dois fantásticos cavalos, o sonho, a princesa. A peça fala aos pequenos e aos adultos sobre o desenrolar da vida, o processo de amadurecimento e de conquista de autonomia e também sobre o destino dos homens, que não pode ser outro senão o da luta pela liberdade. É um texto teatral inteligente, que premiou e revelou a escritora Sylvia Orthof aos leitores infantis.Sylvia Orthof nasceu em 1932, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Fez parte da Escola de Arte Dramática do Teatro do Estudante. Começou a atuar no teatro aos quinze anos. Morou dois anos em Paris, onde fez cursos de mímica, desenho, pintura e arte dramática. Escreveu muitas peças teatrais como, Eu chovo, tu choves, ele chove", e livros como Quem roubou o meu futuro? Com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura  em 1983. A peça esta sendo encenada com o grupo Terricolas e Terranteses, formado por adolescentes do Ponto de Cultura. Trata-se de um projeto de formação artistica de dança e artes cenicas e artes visuais, voltado a adolescentes, desenvolvido desde 2008. No projeto o grupo passou por diversas oficinas de formação em dança (da classica à contemporanea), teatro e musica e artes visuais chegando à montagem de um texto. Na montagem cênica participaram adolescentes das duas áreas, artes cenicas e visuais, unindo as tecnologias analógicas e digitais. A peça A Viagem de Um Barquinho, de Sylvia Orthof  possui um texto aberto a esta concepção pedagogica adotada pelo Ponto de Cultura Garatuja.

Na montagem, entra em cena a animação feita em recortes, filmada em super 8 e digitalizada, como equipamentos antigos, projetor, vitrola, mini-cassete, entre outras bugingangas.  Na linguagem visual, coreografica e musical, valorizou-se a cultura brasileira em especial a cultura infantil. As crianças podem se deliciar com a cultura e a tecnologia perdida no tempo sem se desconectar da realidade atual. Este projeto só pode ser efetivado com os programas do Ministério da Cultura, Programa Mais Cultura em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, Prêmio Ponto de Cultura do Estado de São Paulo. O Garatuja é pela segunda vez ponto de Cultura. Atualmente dedica seus projetos para crianças de escolas publicas de 5 a 14 anos, em artes plasticas e visuais, danças brasileiras, brinquedos cantados e ludodança. A montagem de um texto infantil com a qualidade deste, de Sylvia Orthof, tem tudo a ver com o que o Garatuja se propõe, principalmente quando se trata da formação de jovens atores e a atuação voltada para crianças. A Viagem de um Barquinho ficará em cartaz aos domingos, dia 27 de junho e 4 de julho às 17horas e às 20 horas, no Teatro de Bolso do Garatuja, rua Esmeraldo Tarquínio 346, Jardim Tapajos em Atibaia. Mais informaçõe pelo Telefone (11)4412-9964.

Na estréia a presença de Ana Maria Amaral, ao lado de Márcio e Élsie, além de Rosana Baptisttela, Helô Cardoso, Roberta Forte e as crianças Helena e Manuela. Nas fotos acima:  Brenda Borges e Brenda Romacho durante o ensaio. Abaixo a gravação da animação em Super 8 que integra a peça História de um Barquinho: Henrique Ventura, Patricia Mattos, Gabriel Abcair, entre outros.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Garatuja oferece Oficinas Gratuitas de Artes Plásticas para Crianças de Escolas Públicas em Novos Horários.

Estão abertas as inscrições para as oficinas de artes plásticas para crianças com idade entre cinco e quatorze anos em novos horários. As oficinas fazem parte do projeto Garatujas e Cambalhotas – Registro e Documentação da Arte na Infância, que prevê a sistematização de um trabalho pioneiro desenvolvido desde 1983, em Atibaia, pelo fundador do Instituto Garatuja e artista plástico Márcio Zago.

O Projeto é Premio Ponto de Cultura do Estado de São Paulo, conferido através de edital publico com parceria do Ministério da Cultura, Programa mais Cultura, e Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo. No inicio, as diversas linguagens presentes nas atividades do Garatuja eram uma forma de contemplar as diferentes aptidões demonstradas pelo público infantil e mais tarde tornou-se opção didática. Para esse projeto está previsto oficina de Técnicas Mistas que incluem o desenho, pintura, incrustação, modelagens e esculturas voltadas a faixa etária entre 5 a 8 anos. São atividades adaptadas à criança, e que oferecem extensa possibilidade de uso das ferramentas e materiais como: tintas, goivas, pincéis, espátulas, estecas, argila, gesso, madeiras e outros. O estímulo provocado na criança amplia a percepção, a imaginação, observação, raciocínio, controle gestual, além de trabalhar conceitos ligados a emoção e a sensibilidade. Essa oficina acontece aos sábados, das 9 às 11hs. Para a faixa de 8 a 14 anos tem às oficinas de marcenaria, fotografia, e gravura. Na marcenaria serão construídos objetos tridimensionais como brinquedos, pequenos objetos e quadros em recortes utilizando ferramentas manuais. A oficina de fotografia começará pelo sistema analógico, pelo processo Pinhole, onde o participante constrói sua própria câmara, e revela o negativo em laboratório fotográfico. Esse material será digitalizado e passará por programa de tratamento de imagem.

Na gravura serão trabalhadas diferentes técnicas de reprodução de imagem como a serigrafia, a xilogravura e a gravura em metal. Sempre que possível às antigas técnicas do fazer artístico serão associadas à facilidade dos meios digitais, complementando o trabalho. O lúdico e o imaginário infantil são as ações geradoras desse processo, ampliando o repertório sensitivo e a descoberta de novas formas expressivas. As Oficinas acontecem aos sábados; para crianças de 5 a 7 anos das 9 h as 11 h, para as de 8 a 14 anos, das 16 h às 18 h e para os maiores de 14 anos das 14h às 16 h.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Música: Corpo e Voz com Roberta Forte


Esta é uma oficina musicalizadora por meio do corpo, que propicia a vivencia musical de maneira intuitiva e prazerosa. O curso parte da pesquisa sonora de timbres corporais e vocais, brinca com alturas e intensidades, coordena os movimentos corporais para construção de sons ritmados e musicais. As aulas são praticas, em grupo, e não exigem conhecimento prévio musical. Direcionadas ao público adulto, leigos ou novatos, ligados a áreas artísticas, educadores musicais, músicos, musicoterapeutas, psicopedagogos e demais interessados. Propiciam a integração e o estudo lúdico da musica, trabalhando ritmos brasileiros, jogos musicais e improvisação. Estimula o contato com o corpo, a capacidade de memorização, a assimilação corporal do ritmo e a criação espontânea. Dentre os principais exercícios estão a exploração dos sons do corpo, seus timbres, alturas e intensidades; técnica de divisão e subdivisão rítmica; sequencias rítmicas; ritmos brasileiros sequências rítmicas coordenadas; independencia dos sons com exercicios que visam desvincular movimentos com os pés, mãos e boca; recursos vocais utilizados em conjunto com a percussão corporal; improviso e criação com percussão corporal e voz. A orientação das aulas é de Roberta Forte, musicista, com formação em violão erudito e popular, canto, com experiência em educação musical em diversas escolas, tanto de educação formal como de ensino de musica. Desenvolveu a Percussão Corporal com Fernando Barbosa criador do grupo Barbatuques e coordenou o Auê Núcleo Musical, atual Companhia das Cordas. Na sua formação teve importantes músicos como Renata Montanari, Laura Campanér, Thelma Chan, Enzo Bertolini,  Murray Schafer, Enny Parejo, Violeta Gainza, Beth Amin, Jamil Giúdice.  O curso acontece no Garatuja segundas das 20 às 22 h.