Na foto acima Alaís Mulato, como Princesa e Marina Siqueira, como Barquinho.
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domingo, 24 de outubro de 2010
Garatuja apresenta A Viagem de um Barquinho na Mostra Estudantil de Teatro
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A Viagem de um Barquinho
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Garatuja Apresenta A Viagem de Um Barquinho na Casa de Cultura de Joanópolis
O Ponto de Cultura Instituto de Arte e Cultura Garatuja aprentará dia 6 de setembro, às 17 h, a peça infantil A Viagem de Um Barquinho da dramaturga Silvia Orthof, na Casa de Cultura de Joanópolis. O evento faz parte do intercambio da Rede Estadual de Pontos de Cultura. O enredo conta a história de um menino que esta a procura de seu barquinho de papel. No percurso ele encontra uma lavadeira aventureira e partem em diração ao mar pelo caminho do rio. Vários personagens aparecem, um sapo, um pirilampo, um sol, dois fantásticos cavalos, o sonho, a princesa. A peça fala aos pequenos e aos adultos sobre o desenrolar da vida, o processo de amadurecimento e de conquista de autonomia e também sobre o destino dos homens, que não pode ser outro senão o da luta pela liberdade. É um texto teatral lúdico, bem humorado e inteligente, que premiou e revelou a escritora Sylvia Orthof aos leitores infantis. Sylvia Orthof nasceu em 1932, na cidade de Petrópolis, Rio de Janeiro. Fez parte da Escola de Arte Dramática do Teatro do Estudante. Começou a atuar no teatro aos quinze anos. Morou dois anos em Paris, onde fez cursos de mímica, desenho, pintura e arte dramática. Escreveu muitas peças teatrais como Eu chovo, tu choves, ele chove, e livros como Quem roubou o meu futuro? Com o qual ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 1983. A peça esta sendo encenada com o grupo Terricolas e Terranteses, formado por adolescentes do Ponto de Cultura. A direção é de Elsie M. da Costa. Trata-se de um projeto de formação artística de dança e artes cenicas e artes visuais, voltado a adolescentes, desenvolvido desde 2008. No projeto o grupo passou por diversas oficinas de formação em dança (da clássica à contemporânea), teatro, música e artes visuais chegando à montagem de um texto. Contribuiram neste processo Rosana Baptistella (teatro e danças tradicionais do Mato Grosso), Isis Gonçalves (voz), Roberta Forte (canto e percussão Corporal).
Na montagem cênica participaram adolescentes das duas áreas, artes cenicas e visuais, unindo as tecnologias analógicas e digitais. No elenco, Brenda T.Borges como a lavadeira, Brenda R. Manoel como menino, Suriam E. Elias como Sol, Marina Siqueira como o Cavalo Verde e o Barco, Mariane O. Ferreira como o Cavalo Azul, Flora Palmari como o Sapo, Ana Beatriz A. Bezerra como o Pirilampo, Patricia Evangelisti como Personagem do Sonho, Alais Mulato como a Princesa. Na peça participam as crianças do Projeto Garatujas e Cambalhotas dos grupos de danças brasileiras e ludodança. A peça A Viagem de Um Barquinho, de Sylvia Orthof possui um texto aberto a esta concepção pedagogica adotada pelo Ponto de Cultura Garatuja. Durante a peça entra em cena a animação coordenada por Marcio Zago feita em recortes, filmada em super 8 e passada para sistema digital, interagindo nas cenas com equipamentos antigos, projetor, vitrola, mini-cassete, entre outras bugingangas. Na equipe da animação destacaram-se Henrique Ventura, Patrícia Matos, Caíque Ferro, Fabio Proença, Gustavo Quintanilha, Gabriel F. Abcair. Na linguagem visual, coreografica e musical, valorizou-se a cultura brasileira em especial a cultura infantil. As crianças podem se deliciar com a cultura e a tecnologia perdidas no tempo sem se desconectar da realidade atual. Este projeto só pode ser efetivado com os programas do Ministério da Cultura, Programa Mais Cultura em parceria com a Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Prêmio Ponto de Cultura do Estado de São Paulo. O Garatuja é pela segunda vez Ponto de Cultura. Atualmente dedica seus projetos para crianças de escolas publicas de 5 a 14 anos, em artes plásticas e visuais, danças brasileiras, brinquedos cantados e ludodança. A montagem de um texto infantil com a qualidade deste, de Sylvia Orthof, tem tudo a ver com o que o Garatuja se propõe, principalmente quando se trata da formação de jovens atores e a atuação voltada para crianças. A promoção do evento está por conta do Ponto de Cultura ONG Pró-Joá e apoiado pelas Prefeituras de Joanopolis e de Atibaia. A Casa da Cultura de Joanopilis fica à Preça Domingos Segurado, 118 – Centro. Única sessão às 17 horas. Ingressos a venda no local. Mais informaçõe pelo Telefone (11) 4539-8806. Fotos da peça no Flickr : http://www.flickr.com/search/?q=instituto+garatuja
Acima o cartaz feito em xilogravura por Henrique Ventura e Patricia Mattos. Na foto Brenda Borges como Lavadeira e Brenda Romacho como o menino.
Na montagem cênica participaram adolescentes das duas áreas, artes cenicas e visuais, unindo as tecnologias analógicas e digitais. No elenco, Brenda T.Borges como a lavadeira, Brenda R. Manoel como menino, Suriam E. Elias como Sol, Marina Siqueira como o Cavalo Verde e o Barco, Mariane O. Ferreira como o Cavalo Azul, Flora Palmari como o Sapo, Ana Beatriz A. Bezerra como o Pirilampo, Patricia Evangelisti como Personagem do Sonho, Alais Mulato como a Princesa. Na peça participam as crianças do Projeto Garatujas e Cambalhotas dos grupos de danças brasileiras e ludodança. A peça A Viagem de Um Barquinho, de Sylvia Orthof possui um texto aberto a esta concepção pedagogica adotada pelo Ponto de Cultura Garatuja. Durante a peça entra em cena a animação coordenada por Marcio Zago feita em recortes, filmada em super 8 e passada para sistema digital, interagindo nas cenas com equipamentos antigos, projetor, vitrola, mini-cassete, entre outras bugingangas. Na equipe da animação destacaram-se Henrique Ventura, Patrícia Matos, Caíque Ferro, Fabio Proença, Gustavo Quintanilha, Gabriel F. Abcair. Na linguagem visual, coreografica e musical, valorizou-se a cultura brasileira em especial a cultura infantil. As crianças podem se deliciar com a cultura e a tecnologia perdidas no tempo sem se desconectar da realidade atual. Este projeto só pode ser efetivado com os programas do Ministério da Cultura, Programa Mais Cultura em parceria com a Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo, Prêmio Ponto de Cultura do Estado de São Paulo. O Garatuja é pela segunda vez Ponto de Cultura. Atualmente dedica seus projetos para crianças de escolas publicas de 5 a 14 anos, em artes plásticas e visuais, danças brasileiras, brinquedos cantados e ludodança. A montagem de um texto infantil com a qualidade deste, de Sylvia Orthof, tem tudo a ver com o que o Garatuja se propõe, principalmente quando se trata da formação de jovens atores e a atuação voltada para crianças. A promoção do evento está por conta do Ponto de Cultura ONG Pró-Joá e apoiado pelas Prefeituras de Joanopolis e de Atibaia. A Casa da Cultura de Joanopilis fica à Preça Domingos Segurado, 118 – Centro. Única sessão às 17 horas. Ingressos a venda no local. Mais informaçõe pelo Telefone (11) 4539-8806. Fotos da peça no Flickr : http://www.flickr.com/search/?q=instituto+garatuja
Acima o cartaz feito em xilogravura por Henrique Ventura e Patricia Mattos. Na foto Brenda Borges como Lavadeira e Brenda Romacho como o menino.
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A Viagem de um Barquinho
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Liberdade é um barquinho de papel.
O texto A Viagem de um Barquinho, de Sylvia Ortoff é de 1975. Porque, nos dias atuais, encenar essa peça da forma como foi escrita, sem alterar uma vírgula? Textos contemporâneos de dramaturgia infanto-juvenil com qualidade não faltam. A resposta pode estar dentro de nós. Ética, companheirismo, questionamentos e respeito ao próximo são valores que parecem estar distantes de nosso dia a dia...tempos de culto a individualidade e a esperteza. A peça fala de uma infância que não existe mais, que vive somente na cabeça dos mais velhos. Um simples papel vira um barquinho, que vira um amigo, que ganha autonomia, que vira a Vida. Nossa Vida. Objetos e bugigangas antigas que entram e sai de cena, como vitrola, radio-cassete, ceroulas e patinete remetem ao passado, mas para as crianças são novidades, assim como é novidade Lavadeiras, Sapos, Pirilampos... quintais e varais. Bons tempos em que o questionamento era sobre o herói briguento das histórias em quadrinhos, ou a felicidade eterna presente nos finais dos contos de fada. Como seria o mundo se cada um de nós fosse o menino da peça, que em determinada hora, depois de muito procurar seu barquinho de papel pergunta: “Barquinho, será que você quer mesmo voltar conosco? De repente, comecei a pensar que estamos tirando a sua liberdade de ir e de voltar, de viajar por águas de oceano, de brincar com ondas lindas, todas estas coisas que você veio conhecer...” Como seria o mundo se todos tivessem uma amiga lavadeira, a nos ensinar que tudo na vida é transitório? Por traz de cada frase, de cada brincadeira aparentemente despreocupada do texto está o rico universo simbólico da autora Sylvia Ortoff: O rio é um destino e a liberdade um caminho. Na peça o menino encontra um Sapo, que um dia foi Rei, mas que agora está feliz da vida por poder andar de “bum bum ao vento”. Cruza com um Sol bem resolvido, que se recusa a ser dedo duro contando tudo o que vê lá de cima, cruza com cavalos coloridos, princesas, pirilampos e o personagem do Sonho que questiona: “Como alguém pode ser dono da liberdade do outro? Como é que você pode dizer que ama o seu barquinho e querer que ele seja só seu? Ele é das ondas...talvez...mas as ondas vão e vem.”. Conheci esse texto através da Élsie, há muito tempo atrás. De vez em quando surgia a idéia de encená-la, mas a oportunidade só apareceu agora. No fundo, intuitivamente, sabíamos o porquê dessa empatia, só revelada agora. Ele expressa um pouco o que procuramos com o Garatuja: que jovens e crianças tenham autonomia e respeito a diferença do outro. Esperamos encontrar um dia cada pessoa que por aqui passou e dizer: “Puxa, você cresceu!” e poder ouvir: “ Foi a liberdade do mar...muito sol...muito vento”. O texto, como todo bom texto infantil, tem múltiplas leituras. Não toca somente as crianças, toca principalmente os adultos, ou a criança que deveria morar em todo adulto. Sem essa criança somos incompletos, mutilados. É ela que nos mostra a transitoriedade da vida, que preenche a ausência de um ente querido, que nos consola da dor da perda, da separação, ensina que sempre é tempo de aprender e que nada é para sempre. “Neste mundo de astronautas, de foguetes pelo céu, sempre pode haver viagens de barquinho de papel!”.Texto de Márcio Zago para o programa da peça. Acima um fotograma da animação A Viagem de um Barquinho, feita em Super-8, e que faz parte da peça.
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