sexta-feira, 19 de abril de 2013

Projeto Garatujas e Cambalhotas Resultados obtidos 1

Apresentamos parcialmente os resultados obtidos durante as atividades desenvolvidas entre 2010 e 2012, período em que o Instituto Garatuja atuou por meio de convênio com o Prêmio Ponto de Cultura de São Paulo, na parceria entre o Ministério da Cultura /Programa Mais Cultura e a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo



























Um fator demonstrativo de resultados é o próprio histórico do Garatuja, cujas atividades perduraram por trinta anos consecutivos. Com um perfil muito próprio é a iniciativas mais antiga da Região Bragantina, e foi o primeiro Ponto de Cultura credenciado da cidade. O Garatuja  inseriu o programa Cultura Viva na região que conta hoje com cerca de 7 Pontos de Cultura. Só esse fator já demonstra uma das formas de impacto. Quando iniciamos nossas atividades não havia políticas públicas para cultura voltados a cidades pequenas. Com a criação do Programa Cultura Viva, em 2005, adaptamos nosso formato jurídico para entidade sem fins lucrativos, e pudemos concorrer em editais públicos. Dessa forma, fomos contemplados com os convênios dos Pontos de Cultura por duas vezes. O Primeiro (da criação do grupo cênico Terrícolas e Terranteses 2) realizado de 2008 a 2009. Em seguida, o prêmio Ponto de Cultura do Estado de São Paulo (Garatujas e Cambalhotas: Registro e Documentação da Arte na Infância) realizado de 2010 a 2012. Nosso trabalho é bastante conhecido e respeitado em Atibaia, pelo longo período de atuação.















Visibilidade
Durante os últimos três anos, realizamos oficinas com grupos fechados, o que restringe um pouco o  envolvimento com outros setores da cidade. Tem os momentos de criação, que são concentrados no próprio espaço com a realização das oficinas, e tem o momento de expansão, quando os resultados são mostrados, ganham circulação e dão visibilidade. Neste último projeto, Garatujas e Cambalhotas, foram realizadas 40 oficinas co-relacionadas para formação nas Artes Visuais e Artes Corporais e Cênicas distribuídas semestralmente e por interesse de desenvolvimento das distintas faixas etárias. O Garatuja, no período dos dois convênios do programa Cultura Viva, se efetivou como escola de formação nas artes. As oficinas, no caso das artes, assim como as “disciplinas” de um ensino formal,  se desenvolveram em etapas sequenciadas de acordo com a idade das crianças. As propostas do plano de trabalho foram: Artes Plásticas e Visuais: para os menores de 5 a 7 anos: desenho, pintura, encrustação, escultura, modelagem e máscaras. Para os maiores de 8 a 12 anos, marcenaria, fotografia, gravura, serigrafia, cenografia e objetos de cena (integrada ao teatro), Historia em Quadrinhos, Animação, Desenho Animado e Vídeo. Dança: a fomação para os pequeninos consistiu em Ludodança, Danças e Brincadeiras Cantadas, Musicalização e Canto Coral; Para os maiores de 8 a 15 anos Danças Tradicionais Brasileiras, Dança Teatro, Canto, Técnicas Associadas para Dança I e II, Domínio do Movimento (Sistema Laban), Balé Básico I e II,  Dança Clássica Intermediário I e II, Canto e Percussão Corporal. Todas as oficinas realizadas pelo Garatuja geram resultados expressivos onde há a preocupação com a qualidade estética, o acabamento, dando importância ao que é produzido pelas crianças e jovens. Com as oficinas foram geradas as Mostras de Dança e Canto Coral, apresentações e trabalhos conclusivos em animação, desenho animado, quadrinhos, video, danças, teatro, exposição.















Garatujas e Cambalhotas em números
Teatro: A Viagem do Barquinho – 12 apresentações; Dança teatro: Parolas – 8 apresentações; Dança Moderna e Contemporânea: Cinestesias (com várias danças) – 12 apresentações,  Videodança – 2  apresentações, Olhos – 5 apresentações; Ludodança:  Em Sabão Há Bolha – 5 apresentações; Tangolomango – 2 apresentações; O Vapor de Cachoeira – 2 apresentações; Tutu Marambá – 6 apresentações; História da Coca – 5 apresentações; Mamãe Polenta – 5 apresentações; Viva Binquedo Vivo 1 (brinquedos dançados, em 2010) – 2 apresentações, Viva Brinquedo Vivo 2 (brinquedos dançados em 2011) – 6 apresentações; Dona Iselda Tecedeira – 7 apresentações;  Do Bélico ao Belo – 5  apresentações; A Roda é uma Roda, é uma Roda – 5 apresentações; Visível In Visível – 8  apresentações. Balé: Valseando (duas danças) – 5 apresentações;  Bailados com Flauta (3 danças) – 2 apresentações; Bailados com Violão (tres danças) – 5 apresentações; Bailados com Piano (tres danças) – 2 apresentações, Bailado com Viola Caipira (O uma dança) – 6 apresentações. Danças Brasileiras: Ciranda, Coco, Siriri, Megulhão, Bumba-meu-Boi, Dança dos Galantes, Jongo, Congada, Moçambique, Fandango Paranaense, Samba de Umbigada,  Frevo, Maracatú, Pau de Fitas – várias apresentações com repertório diferenciado em escolas, praças e no Garatuja. Coral Percussivo Garatujas e Cambalhotas: 15 apresentações com repertório variado. A maioria das apresentações ocorrem nas temporadinhas do próprio teatro de bolso do Garatuja. Sentimos falta de mais oportunidade de circulação dos trabalhos. Como resultado concreto das atividades de artes plásticas foram geradas aproximadamente 300 trabalhos em técnicas mistas, 60 gravuras, 30 fotografias e 20 objetos de marcenaria que fizeram parte da exposição que realizamos em outubro de 2011. Novos resultados ainda estão por vir, quando o CD Criandanças e o DVD Garatujas e Cambalhotas A Arte na Infância , produzido em 2012, for difundido nos lançamentos, momento de propagação do trabalho junto à outros formadores, educadores, pais, etc.  Esses são alguns resultados, que consideramos importantes, e que incluem os produtos culturais, como cd, dvd, animações, exposições e o rico processo de formação pelo qual as crianças e jovens tiveram acesso. Em 2012, das quase quarenta crianças que permaneceram matriculadas nas oficinas de dança, musicalização e canto coral, pelo menos dez delas merecem dedicação exclusiva para desenvolverem-se na dança e nas artes cênicas, que possam resultar num grupo. O impacto dos resultados do projeto Garatujas e Cambalhotas foram diversos se olharmos por vários ângulos. Durante cinco anos, dos dois convênios, o Ponto de Cultura do Instituto de Arte e Cultura Garatuja teve alguns apoios do poder público municipal dentre eles, espaço para apresentação 3 vezes, e exposição 1 vez, a participação no Festival de Teatro Estudantil 1 vez, a apresentação para a programação de férias da biblioteca 2 apresentações, transporte para Itatiba, 1 vez, Joanópolis, 1 vez e para Piracicaba, 1 vez. As demais apresentações ocorreram nos encontros regionais com recursos da organização da TEIA Regional (em Indaiatuba) e a TEIA Estadual (em Guarulhos). A participação, no encontro Estadual organizado pela Secretaria Estadual de Cultura de São Paulo ocorrido em Americana, foi com recurso do próprio Ponto, para o transporte, e dos pais, para alimentação.

Em breve daremos seqüência a matéria.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Secretário de Cultura Jaime Santos visita o Garatuja.


Márcio Zago, fundador do Garatuja e o Secretário
Municipal de Turismo e Cultura, Jaime Santos.
Na tarde de sexta-feira o Garatuja recebeu a visita do Secretário Municipal de Cultura e Turismo de Atibaia, Jaime Santos. Na ocasião tivemos a oportunidade de mostrar, além do espaço físico, um pouco do trabalho desenvolvido na formação artística de jovens e crianças da região bragantina por três décadas consecutivas. Salientamos a importância desses contatos com o poder público objetivando maior integração do trabalho com a cidade. Na área cultural a cooperação e a troca entre quem produz cultura e quem faz gestão é fundamental para que todos saiam ganhando, principalmente os cidadãos. Esse conceito faz parte da postura do novo Secretário, fato que nos alegra e incentiva a continuar trabalhando. Nossa história está intimamente ligada à nossa cidade. São raros os espaços culturais, situados fora dos grandes centros, que resistem por tanto tempo na área cultural e de forma independente, especialmente, na formação artística. Justamente por isso somos conhecidos e reconhecidos além das fronteiras de Atibaia. É com a experiência, de todos esses anos, que temos muito a contribuir na formação de jovens e crianças. Esse fato se constata com os diversos editais estaduais e federais nos quais fomos premiados. Dentre os mais importantes, o selo de qualidade do Prêmio Cultura Viva, oferecido pelo Ministério da Cultura e Cempec, na qual fomos semi-finalista e que nos qualificou como uma das “iniciativas exemplares” entre cem entidades culturais de referência no país. Um dos fatores que dá peso à essas qualificações não é só o tempo de existência mas, principalmente a continuidade dos trabalhos. Nossa área de atuação é bastante ampla, contemplando ações tanto na cultura popular como na erudita. Na cultura popular destacamos as pesquisas, referentes às Congadas de Atibaia, de Élsie da Costa, uma das fundadoras do Garatuja. Sua primeira publicação  foi o livro Ternos de Congos de Atibaia, Prêmio Silvio Romero de 1978, e editado pela Funarte em 1981. Em 2005 realizou o maior, e mais amplo trabalho de registro das manifestações tradicionais de Atibaia com o Kit Universo Poético Musical dos Congadeiros de Atibaia, composto pelo livro Balanceia Meu Batalhão, o vídeo Oi Lá no Céu ! e o CD Cor da Nossa Terra. Na cultura erudita destacamos a Dança, com realização de mostras e oficinas, tanto na dança clássica como a moderna ou a popular, com participação de vários profissionais, dedicadas tanto aos jovens como às crianças. O Corpo de Dança de Atibaia, criado em 2007 com o projeto A Linguagem da Dança foi contemplado pelas oficinas Culturais do Estado.  Teve continuidade com o grupo Cênico Terrícolas e Terranteses 2, contemplado em 2008 como Ponto de Cultura. A dança, no Garatuja, se desenvolveu num curso múltiplo de três horas diárias integrando os diferentes conceitos de método, sistema e técnica. Formas diferentes de abordagem da dança como linguagem expressiva, somando o reprodutivo com o criativo. O Teatro, com a realização de várias oficinas, onde o ponto de partida foi o corpo, resultou recentemente na encenação A Viagem de um Barquinho; Nas artes plásticas e visuais realizamos várias oficinas, exposições e mostras. Marcio Zago, artista gráfico e artista plástico, além de seu trabalho pessoal, realiza com crianças e jovens atividades em várias áreas como: pintura, gravura, marcenaria, fotografia, história em quadrinhos, vídeo e animação. Com a animação A Viagem de um Barquinho o Garatuja passa a integrar o catálogo da Programadora Brasil, iniciativa do Ministério da Cultura que tem como finalidade facilitar o acesso a filmes nacionais de qualidade através dos cineclubes credenciados. Nosso diferencial é a junção dos procedimentos analógicos, com os modernos recursos digitais, a exemplo da fotografia e a gravura além da animação. O Garatuja foi contemplado com o Ponto de Cultura por duas vezes, no primeiro, Terrícolas e Terranteses 2, dedicou-se aos jovens, no segundo, às crianças. A proposta Garatujas e Cambalhotas; Registro e Documentação da Arte na Infância, foi um amplo curso de formação com oficinas que integraram várias formas de conhecimento nas artes. No segundo semestre faremos o  lançamento do vídeo Garatujas e Cambalhotas - Expressão e Arte na Infância e o CD Criandanças.  O Vídeo é um documentário de 68 minutos contendo histórico, trajetória e o processo de trabalho desenvolvidos por seus fundadores. O CD traz composições de domínio público, e composições próprias, de poemas de autoria de Élsie da Costa, arranjados e musicados por Roberta Forte com a participação dos músicos Renato Consorte e Paulinho Paes. A interpretação ficou por conta do Coral Percussivo Garatujas e Cambalhotas formados por crianças das oficinas de musicalização, canto coral e percussão corporal. Esse trabalho teve a coordenação da musista Roberta Forte. Ao iniciarmos os preparativos para os eventos comemorativos aos trinta anos de existência das atividades que formaram o Garatuja, o encontro com o Secretário de Cultura foi o primeiro passo. Além do apoio do poder público, também estamos em busca da participação da iniciativa privada e todos os envolvidos em nossas atividades, como de alunos, ex-alunos, pais, amigos e simpatizantes. Para quem quiser conhecer melhor o trabalho desenvolvido pelo Garatuja basta acessar os links contidos a direita, abaixo do selo Garatuja-30 anos e conhecer os blogs temáticos já disponíveis.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Curso Profilaxia do Movimento



















Trata-se de um prática preventiva onde determinados movimentos, feitos diariamente, melhoram o estado geral da pessoa. Profilaxia é um termo usado pela medicina, e tem como objeto as medidas preventivas contra enfermidades (Dicionário Aurélio). O uso da palavra é uma transposição para uma prática corporal que beneficia a saúde do movimento do corpo. São aplicados movimentos, fazendo-se perceber a organização da estrutura óssea e o alongamento na região das articulações; a partir disso observar-se o tônus da musculatura. Nas sequência de movimentos, a musculatura posterior e anterior do corpo vai sendo trabalhada de forma gradativa, sem provocar excessos de uso, tanto no alongamento como na contração. Não se trata de uma ginástica para “malhar” o corpo, pois “malhar” dá impressão de auto flagelo, mas de uma prática carinhosa e respeitosa. O propósito é que o trabalho aconteça num período maior de prática. Os resultados não são repentinos, mas após alguns meses de prática regular é que começam a ser percebidos, tornando a pessoa mais consciente das suas posições e movimentos diários, equilibrando melhor os esforços. A exemplo: na maneira de se sentar, de andar, de se apoiar, de pegar determinados objetos e as posições para determinados trabalhos de característica sedentária. O trabalho é orientado de forma descontraída e conta principalmente com a auto-observação do praticante e apresenta melhor resultado quando praticado pela manhã, bem cedo, antes de se iniciarem as atividades do dia. Isso porque o corpo permaneceu em repouso durante a noite. Ao retomar o movimento deve-se dar atenção especifica às suas partes de acordo com a necessidade de cada pessoa, pois as pessoas têm hábitos cotidianos diferentes. Além disso após a prática, o dia se organiza melhor. Os benefícios percebidos são diversos. Diminui a sensação de peso, há uma melhora visível na organização interna, a mente fica mais limpa ajudando a melhorar e superar obstáculos melhorando o desempenho dos afazeres diários. A prática é para adultos dos 20 aos 50 anos que têm vida sedentária. Está acontecendo no Garatuja, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 06:45h às 07:45h. Horário ideal para pessoas que entram cedo no trabalho às 8h ou 8:30h. Outro grupo esta se organizando no final da tarde, das 17h às 18:30h, em terças e sextas-feiras. Neste horário, já são outras práticas corporais apropriadas para restaurar o corpo do cansaço e das tensões adquiridas ao longo do dia. A ideia é: começar e finalizar bem o dia. O grupo terá número limitado de participantes, mínimo 5 e máximo 8 pessoas para que se possa dar atenção às especificidades de cada uma. Abaixo um pequeno bate papo sobre o curso.


O curso será realizado em dois horários:

Manhã
De 01 de abril a 13 de julho 2013
Novo horário: Segundas, quartas e Sextas 06:45 às 07:45 H
3 horas semanais, 3 vezes por semana com aulas de 1h.
30 aulas de 90 minutos. Total do curso: 45 horas/aula
Investimento Total do curso R$ 600,00
4X R$ 150,00 – com cheques pré-datados.

Tarde
De 02 de abril a 13 de julho 2013
Novo horário: Terças de Sextas 17 às 18:30H
3 horas semanais, 2 vezes por semana com aulas de 1h e meia.
30 aulas de 90 minutos. Total do curso: 45 horas/aula
Investimento Total do curso R$ 600,00
4X R$ 150,00 – com cheques pré-datados.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Danças Brasileiras Módulo 1
















O Garatuja desenvolve projetos e oficinas com temáticas das danças populares brasileiras desde 1999. Com coordenação da pesquisadora em dança e culturas populares Élsie da Costa, vários ciclos de oficinas já aconteceram anteriormente, contando com outros pesquisadores e mestres como Lilian Vilela (ciranda, coco, frevo e maracatu) Lucilene Moreira (cacuriá), Tião Carvalho (bumba-meu-boi maranhense), Graziela Rodrigues (memória do corpo),  Flavia Maia, Luciana Orsi, Francisco Simão (maracatu), Dayse Alves (dança dos galantes e moçambique), Silvio de Oliveira (moçambique de bastão), Paulo Dias (jongo e batuque de umbigada), André Luis de Oliveira (jongo de Guaratinguetá), Leandro Diéguiz e Heraldo Simão (fandango paranaense), Rosana Baptistella (siriri matogrossense), Maria Luiza Caetano da Silva (congada vermelha) e Marcio Mariano (congada rosa).  No curso de Élsie da Costa, a cultura popular e o fortalecimento da identidade cultural, bem como a interiorização de valores telúricos, acontecem por meio de práticas corporais e danças, somados a elementos cotidianos. As dinâmicas de movimento são extraídas de danças como o jongo paulista, o maracatu, dança dos galantes, bumba-meu-boi, moçambique e congada, entre outras. Este módulo se inicia com preparação corporal, seguindo-se com  elementos fundamentais da dança como espacialidade, temporalidade, intensidade dos gestos, flexibilidade, agilidade e resistência nas dinâmicas de movimento, entre outros fatores. Os movimentos iniciais deste módulo serão extraídos de danças e manifestações como a ciranda, o côco, o megulhão (do cavalo marinho), congada, entre outras. Neste módulo, não se pretende ainda desenvolver cada dança especificamente. Isso ocorrerá a partir do desenvolvimento do grupo. O curso e os módulos serão conduzidos por Élsie da Costa, realizadora do projeto Universo Poético-Musical dos Congadeiros de Atibaia. Elementos da pesquisa sobre as congadas de Atibaia fazem parte do curso. Élsie tem na sua vida vários prêmios, dentre eles o Prêmio Silvio Romero pela monografia Ternos de Congos, publicada em 1981; o prêmio Petrobras Cultural em 2004, para a publicação do livro Balanceia Meu Batalhão, do vídeo Oi Lá no Céu e do CD Cor da Nossa Terra com a pesquisa das manifestações que envolvem as congadas de Atibaia. Este projeto, Universo Poético-Musical dos Congadeiros de Atibaia, realizado junto com a Associação Cachuera!, foi ganhador dos prêmios Cultura Viva e Culturas Populares “Mestre Duda Cem Anos de Frevo”. Em 2007, foi contemplada com o PROAC, no edital "Promoção da Continuidade das Culturas Tradicionais" fazendo a integração da congada Branca com jovens estudantes de ensino fundamental. Outros módulos, com formas específicas das danças, devem se desenvolver durante este ano, incluindo-se a percussão. 

Danças Brasileiras
Qualquer idade a partir de 12  aos 50 anos.
Mínimo de participantes no grupo – 8 pessoas.
De 6 de abril a 13 de julho 2013.
Novo horário: aos sábados das 10 às 12h.
2 horas semanais, 1 vez por semana com aulas de 2h.
15 aulas de 60 minutos. Total do curso: 30 horas/aula
Total do curso R$ 540,00
4X  R$ 130,00 – com cheques pré-datados.

domingo, 24 de março de 2013

Novos cursos 2013

Estamos finalizando o Projeto Garatujas e Cambalhotas - Registro e Documentação da Arte na Infância, que teve como meta a sistematização de nosso trabalho. Como resultado será lançado em breve um vídeo DVD e um CD com interpretações do Coral Percussivo Garatujas e Cambalhotas, criado nesse período. Foram atendidos, gratuitamente, estudantes de escolas públicas de 5 a 14 anos durante três anos. Isso foi possível com a subvenção do programa Mais Cultura do Ministério da Cultura em parceria com a Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, pelo concorrido edital público Pontos de Cultura do Estado de São Paulo. Toda a Infra-estrutura do Garatuja, incluindo-se aí o imóvel, foi cedido graciosamente por seus artistas fundadores e disponibilizado às crianças e jovens participantes, assim como mobiliário, ferramental, equipamentos e principalmente conhecimentos adquiridos durante décadas. Não há previsão de novas oportunidades de subvenção para atividades destinadas à participantes de menor renda, portanto retornamos nossas atividades normais com oficinas de arte, oferecendo cursos para várias faixas etárias em diferentes horários, nas áreas de artes plásticas e dança, com mensalidades compatíveis ao mercado.

Artes plásticas para jovens e crianças:
As turmas serão agrupadas de acordo com a faixa etária, e destinam-se às crianças maiores de sete anos. As oficinas acontecem durante o ano todo, com aulas semanais de duas horas de duração. O aluno terá oportunidade de vivenciar diferentes técnicas como: desenho, pintura, gravura, marcenaria, fotografia, história em quadrinhos, desenho animado e técnicas mistas. O enfoque é a expressividade, criatividade e o lúdico da criança.

Dança para jovens e adultos:
Dança Clássica e a Consciência do Corpo, para jovens e adultos maiores de quatorze anos, que já tenham conhecimento prévio de dança. Técnicas Associadas para Dança Moderna para jovens e adultos maiores de quatorze anos, sem obrigatoriedade de prática anterior em dança. Dança clássica para jovens iniciantes maiores de 12 anos. Outros cursos ainda serão divulgados. Os cursos oferecem práticas para um movimento consciente e expressivo, com exercícios diversos, em barra, no solo, seqüência de preparo postural, propostas de improviso e criação.












































Outros cursos serão divulgados.

sexta-feira, 22 de março de 2013

Selo Comemorativo Marca os Trinta Anos de Trabalho do Garatuja.


























O ano de 2013 é muito especial para o Garatuja. Ele marca os trinta anos de atividades consecutivas de seus fundadores e do espaço no ensino, promoção e difusão da arte e da cultura na cidade de Atibaia. O início do Garatuja está ligado ao trabalho do gravurista Joaquim Gimenes Salas. Foi ele que anos setenta, paralelo ao trabalho de artista plástico, iniciou as primeiras experiências inovadoras no ensino da arte voltado às crianças da cidade. A iniciativa veio de um convite feito pela Geane Rabaneda Lopes, que na época era proprietária  da primeira escola com proposta construtivista em Atibaia - a Escola Monteiro Lobato. Logo o Clubinho de Artes e Arteiros de Atibaia, como era chamado, começou a despertar atenção dos pais e demais pessoas ligadas a educação, pela forma livre e didática arrojada. Após o falecimento de Gimenes, a convite de sua esposa Maria, Márcio Zago passa a trabalhar em seu atelier nas oficinas com crianças. Um ano depois deixa o atelier e monta seu próprio espaço, nomeando Atelier Garatuja, alterando em seguida Garatuja - oficinas de Arte. Em 2005, após ter um projeto aprovado pela Petrobras e confiante nos novos rumos da política cultural implementada pelo Governo Federal, é alterado seu formato jurídico, alternativa para atender interessados de baixa renda e alunos de escolas públicas, surgindo então o Instituto de Arte e Cultura Garatuja. Em 2006 o Garatuja foi semi-finalista no Prêmio Cultura Viva, do Ministério da Cultura e CEMPEC. Esse prêmio é de âmbito nacional e confere ao espaço estar entre as  iniciativas exemplares e de referência em todo país.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Retrospectiva Garatuja 1

1983 / 2013 - 30 anos de arte e cultura em Atibaia.



Nesse ano o Garatuja completa 30 anos de existência (ou seria resistência ?) e como em todo rito de passagem, a primeira coisa que nos vem a cabeça é o passado. Pensando nisso postamos abaixo um vídeo de 1992 feito pelo nosso amigo Peter Goldschmidt, que na época desenvolvia um trabalho ligado a comunicação local chamado ATV. Lembro-me que não tínhamos dinheiro para pagar as inserções publicitárias e a saída encontrada foi trocá-las por serviço. Dessa forma projetei e construí o cenário que era utilizado para as apresentações de tele-jornais e entrevistas veiculadas pela ATV. Nesse vídeo, embora magros e ainda com os cabelos pretos ( no meu caso - com mais cabelos ) a conversa ainda era a mesma: falávamos da importância da expressão artística para as crianças. Aliás as crianças que aparecem nele, hoje são adultos, e com exceção do meu filho Vitor, do , da Tati e de outros aparentados, muitos dessas crianças nunca mais vi. É o caso do Álvaro, filho do João Paulo Correa Lima e da Neuza, da Nara, filha do Sergio e da Nanaia e ainda da Beatriz, do Emmanuel e tantos outros. Bons tempos aqueles...as cores ainda não haviam esmaecido, como nesse vídeo, e o mundo nos parecia possuir matizes bem mais vibrantes que hoje.